As cooperativas e associações de Economia Solidária ressurgem no Brasil, nas últimas décadas do século XX, como uma das formas de gerar trabalho e renda aos sujeitos que se encontram excluídos do mercado formal de trabalho. Este artigo refere-se a uma pesquisa que teve como objetivo analisar a organização dos processos de trabalho desenvolvidos em três cooperativas e uma associação, existentes no Rio Grande do Sul. Com a efetivação deste estudo pode-se verificar que, num primeiro momento, é a possibilidade de gerar trabalho e renda que propicia a inserção dos trabalhadores nesses empreendimentos coletivos. Na maioria das experiências pesquisadas, os integrantes das cooperativas e/ou associação podem elaborar as suas próprias regras de normatização da produção e de gestão dos empreendimentos, porém ainda de modo incipiente, devido aos vínculos com o mercado. Para o desenvolvimento desses empreendimentos, faz-se necessário, no entanto, o incentivo do poder público, mediante políticas públicas que financiem e assessorem essas experiências. |