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Volumen I - Nº 1 - 2º semestre /2007 - ISSN 1851-4715
   
 

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Economia Solidária: democracia e conflitos entre iguais

 
     
   

 

 
 

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Esse tema é importante e absolutamente adequado a algo relacionado aos Pontos de Cultura. Cultura e Economia Solidária devem ter alguma coisa a se dizer mutuamente.

A cultura econômica dominante, obviamente, é a cultura econômica capitalista. E isso não quer dizer que todos os brasileiros ou a grande maioria deles, comungue dessa cultura. Mas ela é importante. É a que é ensinada nas nossas escolas e também a que, subjacente, não muitas vezes consciente, influi sobre o noticiário, sobre as interpretações, debates e sobre a economia em nosso país. Portanto, é uma cultura de poucos, provavelmente apenas de economistas, e talvez de alguns empresários. Mas não há dúvida que tem uma influência grande.

A cultura econômica capitalista tem por base o individualismo. Pensando cultura como um conjunto de valores que organizam uma interpretação ou visão do mundo.  É exatamente essa visão de mundo que calça a cultura econômica capitalista, a do individualismo. O que significa isso? Em primeiro lugar, que a sociedade é composta por indivíduos. Isso pode parecer óbvio, mas é o contrário disso porque, de fato, a sociedade é composta por indivíduos agrupados. Nenhum homem é uma ilha, mas na cultura econômica capitalista esse fato é abstraído e o indivíduo é o portador do progresso, é o empreendedor, o agente econômico que, pelas suas iniciativas, que devem ser as mais livres possíveis, leva ao progresso.

 
     

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